
sob o jardim estão sepultados os sonhos que nós desacreditamos, lá estão as horas que perdemos pensando um no outro, as promessas e juras revogadas, os orgasmos esquecidos, o desejo engolido por um buraco negro. por este abismo foram tragados sorrisos que não voltarão, nele se escoa teu cheiro, as dobras de tua saia, a cor de teu esmalte, teu nome que escrevi num bilhete, sabores e aromas sobre a mesa de jantar. projetos, planos, sugados para algum limbo ou purgatório, suspensos em alguma órbita intransitável e improvável. o tempo é um brinquedo quebrado.


